ais e uis, xô de mim!
Pontadas aqui
ais e uis ali.
Sabe quando se pára
e tudo que ouve
é a própria voz a murmurar?
Misericórdia de mim
por que assim?
Nada de ais
tampouco de uis.
Que momento enfadonho
deveras entediante
faz-me irritadiça
mas como, se sou eu
a causa disso?
Olhe bem
preste bastante atenção
pare para ouvir
e guarde estas palavras:
a tristeza e a dor
vêm e passam por nós,
os grandes com elas se burilam
e os medíocres com elas choram.
Tempo de lamúrias, afaste-se de mim!
A noite chegou, e com ela se vão meus pesares.
O sol põe-se a raiar no céu,
apresse-se, dia ensolarado,
estenda-se sobre mim!
Assim, tão simples, a mim...


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